27.05.2018
Ilha de Moçambique 27 anos de Património Mundial da Humanidade

A Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Lúrio organizou uma conferência subordinada ao tema: Ilha de Moçambique – 27 anos de Património Mundial da Humanidade: desafios e perspectivas. A Conferência enquadra-se no âmbito das celebrações do dia mundial da diversidade cultural para o diálogo e desenvolvimento, assinalado a 21 de Maio.

O evento teve lugar esta sexta-feira (25 de Maio) na Casa Girassol, na Ilha de Moçambique. A abordagem do tema girou em volta de três comunicações apresentadas na ocasião, que tratavam dos temas: Ilha de Moçambique Património Mundial da Humanidade: “Patrimonialização” e sua evolução ao longo dos tempos; Resultados e Engajamento das Instituições que zelam pela Preservação e Conservação do Património na Ilha de Moçambique, e o Futuro da Ilha de Moçambique como Património da Humanidade “Desafios e perspectivas”, respectivamente.
 
O primeiro tema foi apresentado pelo Dr. Celestino Gerimula, Director do Gabinete de Conservação da Ilha de Moçambique (GACIM). Na sua comunicação, Gerimula falou dos processos de processos de “Patrimonialização” dos recursos patrimoniais da Ilha de Moçambique, que culminaram com a Declaração da Ilha de Moçambique como Património Mundial da Humanidade em 1991 pela UNESCO.

O segundo orador, Dr. Abacar Naimo, Director de Turismo na Ilha de Moçambique falou em torno do papel das instituições  do Estado que zelam pela preservação e conservação do património da Ilha de Moçambique .

A terceira comunicação foi apresentada pelo Dr. Cláudio Zunguene, funcionário do GACIM, que falou do Futuro da Ilha de Moçambique como Património da Humanidade, dos Desafios e perspectivas. De acordo com orador “não se deve ter uma obsessão pelo futuro” quando se trata de conservação de património, pois para o património importa uma intervenção no presente, como forma de resolver os problemas reais que se enfrentam na gestão desse património. Sobre os desafios, o Dr. Cláudio vincou a necessidade de haver uma gestão democrática que possa permitir a definição de políticas concretas tendentes à redução da pobreza nas comunidades da Ilha de Moçambique, e que para isso é importante o envolvimento dos diferentes intervenientes.