Turismo
 
Serviços Municipais do Turismo
 
Diretor - Abacar Abdul Satar Naimo 
 
Contactos: +258 824556810 / 843117871
 
 
Balcão turístico da Ilha de Moçambique 
 
Horário: das 7h30 às 15h30, de segunda a sexta-feira
 
 
 
 
 
 
A APETUR é a Associação de Pequenos Empresários de Hotelaria e Turismo da Ilha de Moçambique, sediada na Ilha de Moçambique, reconhecida através do B.R. N.o 49 III Série, de 07 de Dezembro de 2005. Inicialmente teve 10 sócios e, actualmente, congrega 42 associados, sendo na sua maioria do sexo feminino.
 
É uma ONG Moçambicana, de âmbito local, sem fins lucrativos, com autonomia económica e financeira. Foi criada com o objectivo de reunir sinergias para o desafio de desenvolver e promover o Distrito da Ilha de Moçambique, como destino turístico regional, nacional e internacional. Nesse contexto, tem contribuído com acções diversas, nomeadamente com pequenas formações, abrangendo não só os associados, os seus empregados, como também munícipes interessados, tendo como alvo principal operadores turísticos.
 
Tem colaborado com as autoridades locais nas acções de desenvolvimento económico e social, com destaque para questões ligadas ao turismo e seu ambiente.
 
A APETUR é constituida por 3 órgãos: Assembleia Geral, Direcção Executiva e Conselho Fiscal.
 
Durante a implementação das nossas actividades, em parceria com as autoridades locais, alcançamos com sucessos as seguintes:
Legalização dos empreendimentos dos associados;
Limpeza das praias durante um ano com o Conselho Municipal, onde mensalmente a APETUR disponibilizou seis mil meticais; 
Estreita ligação com o Conselho Municipal e outras autoridades do Município na maior parte dos eventos, como também nos problemas básicos da cidade nomeadamente na gestão de águas, electricidade, pavimentação de ruas e avenidas, reabilitação das pontes principais, apoio ao Hospital na pintura de algumas paredes de enfermarias e colocação de redes mosquiteiras nas janelas, reabilitação do Hospital;
Feiras de gastronomia Tzoziva, 3 vezes ao ano e Festivais anuais. 
 
Presidente - Momade Ossumane
Contactos:
+258 846015780 / 829504343
 
Assembleia Geral
Presidente - Flora Magalhães
Vice-presidente - Yasmin Mohomedaly
Secretária - Georgina H.Sousa Neves
 
Direcção Executiva
Presidente - Momade Ossumane
Vice-presidente - Zera Mohmedaly
Secretária - Iasmine Amiraly
Tesoureiro - Amina Abdurremane
1.º Vogal - Amina Cássimo
2.º Vogal - Antoine Millerioux
3.º Vogal - Luís Abdulremane
 
Conselho Fiscal
Presidente - Rábia Abdurramane
Vice-presidente - António Manuel Pinto Ribeiro
Secretária - Herniça Abdurremane
 

Veja aqui os Estatutos da Apetur

 

ILHA DE MOÇAMBIQUE
 
Monumentos históricos
 
 
Fortaleza de São Sebastião 
 

A construção da Fortaleza de São Sebastião foi realizada de 1545 a 1547. Uma estrutura maciça e intimidante era necessária para afirmar o  papel de Portugal e defender os seus interesses no turbilhão de um crescente comércio internacional. Substituiu o obsoleto pequeno forte de  São Gabriel, que tinha perdido a sua capacidade de enfrentar a ameaça iminente dos sultanatos swahili vizinhos. A pequena Capela de Nossa  Senhora de Baluarte (1522), dentro da Fortaleza, pensa-se que seja a mais antiga construção portuguesa no hemisfério sul e, com as arcadas  finamente trabalhadas, um exemplo extraordinário de arquitetura manuelina.
 
 
Fortim de São Lourenço 
 
A primeira fortificação de São Lourenço, construída em 1588, foi feita para defender o canal que dá acesso ao porto, do lado sul. O fortim  começou a ser construído em 1695 e ficou concluído em 1707. Em 1830 foi remodelado ficando com o aspecto que ainda hoje mantém.
 
 
Fortim de Santo António
 
O primeiro fortim de Santo António foi construído em 1587 pelo receio, na época, dos ataques à ilha do lado leste. Mas em 1595 a obra foi  embargada pelo reino. Em 1820 foi ordenada a construção do atual fortim.

 

Palácio de São Paulo ou Museu da Ilha
 
Inicialmente, era um colégio dirigido por Padres Jesuítas. Começou a ser erguido em 1610. Em 1670, o colégio foi incendiado e destruído pelos  árabes vindos de Mascate (Xeicado). Foi reconstruído em 1674 e funcionou até 1759, data em que os Padres Jesuítas foram expulsos de  Portugal e das colónias. Passou a ser o Palácio dos Governadores Gerais de 1763 a 1898.
 Após a Independência Nacional passou a ser Museu da História Colonial. O museu comporta:
 - A capela de São Paulo;
 - Museu de Arte Sacra;
 - Museu da Marinha (incorpora uma exposição sobre os resultados dos trabalhos de arqueologia subaquática);
 - Museu de arte decorativa.
 
 
Igreja da Misericórdia
 
Anexa ao Palácio de São Paulo encontra-se a Igreja da Misericórdia (século XVII) que apresenta, na sua fachada, elementos decorativos árabes  na secção central, indianos nos ornatos ondulantes e portugueses na própria composição barroca com as pirâmides. Aqui funciona o Museu de  Arte Sacra.
 
 
Mesquita Principal
 
No século XVIII, foi construída a Mesquita Principal (Mesquita Grande) na Ilha de Moçambique. O nome de Moçambique, que ostenta a República e  o Território Nacional, resulta da presença secular dos swahili, como colorário do sheikado de Muss-Al-M’Bike.
 
 
 
Templo Hindu
 
O templo Hindu evidencia a presença da comunidade Hindu na Ilha de Moçambique, que se dedicou fundamentalmente ao comércio, a partir do século XVII. A construção do templo é da mesma época.
 
 
 
Igreja da Saúde
 
A Igreja da Saúde está situada junto ao Hospital. Foi construída na primeira metade do século XVII, tendo sofrido ao longo dos anos  subsequentes ações de restauro de que fazem menção algumas pedras lavradas e colocadas à entrada.
 
 
 
Hospital
 
 
O Hospital da Ilha de Moçambique foi construído em 1877. Foi durante vários anos o principal Hospital de toda a costa oriental de África.
 
 
 
Capela de São Francisco Xavier
 
Serviu de residência do Padre Francisco Xavier, de Setembro de 1541 a Fevereiro de 1542, apóstolo este das Índias. A Capela foi reconstruída  em 1922 e o seu alpendre é de 1936.
 
 
 
Convento de São Domingos atual Tribunal Distrital
 
O primeiro convento foi construído em 1578 e destruído pelos holandeses em 1607. O atual convento (Tribunal Distrital) foi reconstruído em 1662.  Em 1935 foi instalado aí o Tribunal da Comarca de Moçambique.
 
 
 
Jardim de Memória
 
O monumento do Jardim de Memória (2013) foi criado no quadro do projeto internacional designado “Rota da Escravatura”, iniciado pela UNESCO,  tendo sido produzido pelo então Ministério da Educação e Cultura de Moçambique e pela Associação Histoun da Ilha de Reunião, numa parceria  institucional. Este monumento foi inaugurado no dia 23 de Agosto de 2007, fazendo parte da categoria do património em construção.
 
 
 
 
 
O que visitar na Ilha de Moçambique
- Pontão
 
 
- Ourives
 
 
- Zona Macuti 
 
 
- Zona de Pedra e Cal 
 
 
- Capitania 
 
 
- Costureiros
 
- Mesquitas
 
- Igrejas
 
- Fortes
 
- Casa de Camões
 
 
Mercados
 
Mercados da Ilha Insular:
 
- Mercado Municipal
O primeiro mercado Municipal da Ilha de Moçambique foi construído em 1887 e em 1905 foi melhorado, obedecendo a atual configuração;
- Mercado do Peixe ou O’ssarero;
- Mercado de Andalane;
- Mercado de Nalia;
- Feira Wathokoma (segundas e quintas-feiras) ;
- Feira dominical;
 
Mercados da zona continental:
 
Mercado do Jembesse;
Mercado de Cokotho-Lumbo;
Mercado de Tocolo;
Mercado de Entete.
 
 
Transportes
 
Preços aproximados para viagens
 
Transfere individual de Nacala/Ilha de 1 pessoa a 2 pessoas - 3.500 ida / 7.000 ida e volta;
Transfere em grupo de Nacala à Ilha de 7 a 15 pessoas - 6.000 ida / 12.000 ida e volta;
Transfere individual de Nampula à Ilha de 1 a 3 pessoas - 4.000 ida / 8.000 ida e volta;
Transfere em grupo de Nampula à Ilha de 8 a 15 pessoas - 8.000 ida / 16.000 ida e volta;
Transfere individual de Pemba à Ilha de 1 a 4 pessoas - 14.000 ida / 28.000 ida e volta;
Transfere em grupo de Pemba à Ilha de 7 a 15 pessoas - 22.000 ida / 44.000 ida e volta;
 
Na ilha de Mocambique existe também transporte semi-coletivo, mini bus com 15 lugares e autocarros com 35 lugares - sai todos os dias às 3 horas e às 4 horas da Ilha para Nampula, no valor de 200 meticais, e da Ilha a Nacala por 150 meticais a cada passageiro. Existem mini bus que fazem a recolha na parte insular e outros na parte continental da Ilha de Moçambique.
 
 
 
Alojamentos 
 
- Casa Amy (2002)
Bairro do Museu
Tel: +258 848 540 403
 
- Casa Azul
Rua Kenneth Kaunda, n.º 43 - Bairro do Museu
 
- Casa Branca (2002)
Bairro do Museu
Tel: +258 820 975 830 / 825 348 397 / 824 543 290
 
- Casa Chamo (2000) 
Bairro do Museu
Tel: +258 820 252 000
 
- Casa das Ondas (2004)
Bairro do Museu
Tel: +258 824 386 400
 
- Casa Kero (2000)
Bairro do Museu
 
- Casuarina Camping (2013)
Jembesse
Tel: +258 824 525 960
 
- Complexo Continental
Lumbo
 
- Escondidinho (2003)
Bairro do Muse
Tel: +258 843 542 070
 
- Feitoria Boutique Hotel
Rua Amílcar Cabral, Bloco 16, n.º 17
Tel: +258 849 696 963 / 829 696 963 / 26 610 226
 
- Jardim dos Aloés (2014) 
Rua Presidente Kaunda, n.º 35 - Bairro do Museu
Tel: +258 842 131 48
 
- Makuthini (2002)
Bairro do Esteu
Tel: +258 824 367 570 / 825 407 622
 
- Moocheleliwa (2005) 
Bairro do Museu
Tel: +258 820 975 830 / 825 348 397 / 824 543 290
 
- Pátio dos Quintalinhos (2003)
Rua do Celeiro, n.º 17 - Bairro do Museu
Tel: +258 266 100 90
 
- Rickshaw
Rua dos Trabalhadores
 
- Ruby Backpackers (2007)
Rua dos Continuadores - Bairro do Museu
Tel: +258 843 985 862
 
- Terraço das Quitandas (2009)
Rua da República - Bairro do Museu
Tel: +258 846 131 243
 
- Villa Sands (2011)
Rua do Trabalho - Bairro do Museu
Tel: +258 266 101 60
 
 
 
Restauração 
 
- A Palhota (2014)
 
- Ancora D’Ouro (2006)
Bairro do Museu 
Tel: + 258 826923930
 
- Bar Bambu (2008)
Rua 16 de Junho - Bairro do Museu
Tel: +258 826 939 030
 
- Bar da Sara (2009) 
Bairro do Museu
 
- Café del Mar
 
- Café Saudade
 
- Caravela Beach Club
 
- Casa Azul
 
- Casa Malaika
 
- Casa Paula
 
- Casa Yasmin
 
- Complexo Continental
 
- Esplanada Saquina (2010)
Bairro do Museu
 
- Mini Bar Lucinda (2013)
 
- Relíquias (2011)
Bairro do Museu
Tel: +258 825 252 318
 
- Restaurante Bar Saquina (2008)
Bairro do Museu
Tel: +258 825 692 962
 
- Restaurante Meia Lua (2011)
 
- Snack Bar Flor da Rosa (2008)
Bairro do Museu
Tel: +258 827457380
 
- Zavala 5 (2004)
Bairro do Museu
Tel: +258 829 210 850
 
 
 
Atividades na Ilha
 
- Viagens de barcos às Ilhas;
- Mergulho (Raúl);
- Motas de água/desportos aquáticos (Raúl);
- Aluguer de bicicletas;
- Noite na Ilha; 
- Sítios onde se pode fazer praia - ao pé da Fortaleza, à frente do Beach Club e pontão.
 
 
Serviços turísticos
 
- Ilha Blue Island Safaris
 
Tel: Pilale Isequiel  +258 84 3969438
Tel: Gail Woods +258 84 3872168
Tel: Peter Allsop   +258 84 1247161
Trip Advisor: Ilha Blue-Day Tours
 
 
- Muhimbi África - Agência de Viagens

 

Danças típicas
 
Articuladas com a difusão de um tipo particular de Islamismo, proposto pelas confrarias, surgem também as expressões culturais populares normalmente entendidas como marcadores identitários da cultura local. Com efeito as típicas danças, como o n’sope, o tufo e o mualide são de notória influência do tipo de Islamismo aqui vigentes e associáveis às particularidades swahili. Estas expressões artísticas - cuja importância social lhes advém da sua impregnação nas formas de organização familiar e social local e enquanto marcadores do relacionamento inter-géneros - são na história oral local referenciadas como presentes na região desde as primeiras décadas do século XX, sendo como tal associáveis à expansão popular do Islamismo e às novas formas de ritualização da vida social.
 
 
Comunicação
 
A cidade da Ilha de Moçambique tem um sistema de comunicação constituído pela rede de telefonia fixa TDM com serviços de Café Internet, telefonia móvel Mcel, Vodacom e fibra óptica da Movitel, ambos em bom estado operacional. Possui, ainda, os serviços de correio em funcionamento que asseguram as correspondências.
 
 
Rádio, Televisão e Transporte
 
Na Ilha de Moçambique funciona a Televisão de Moçambique com dois canais - TVM e RTP. A Ilha dispõe de uma rádio comunitária, denominada On’ Hipiti. No que diz respeito aos transportes, a cidade conta com uma pequena empresa de transportes semi-colectivos e outros operadores singulares, que estabelecem ligações entre a Ilha e as cidades e Distritos circunvizinhos. Quanto ao transporte aéreo, esta conta com um aeródromo com capacidade para pequenos aviões. O transporte de e para a Ilha pode ser efectuado, também, por via fluvial, através de embarcações de carga e passageiros (maioritariamente a vela). Há uma ponte para atracagem de embarcações e navios de grande porte vulgarmente conhecida por pontão.
 
 
Energia
 
A cidade beneficia de uma corrente eléctrica da linha de Cahora Bassa com uma cobertura em 70% na zona insular e cerca 40% na zona continental. A partir de Outubro de 2007, a cidade da Ilha de Moçambique conta com um sistema de credelec. Para além da corrente eléctrica, a população da Ilha usa, também, a lenha e o carvão vegetal para preparação de seus alimentos e nas pequenas indústrias no fabrico do pão.
 
 
Bombas de combustível e bancos
 
A Cidade da Ilha de Moçambique possui três bombas de combustível, que funcionam 24 horas - 2 localizadas no continente e 1 na Ilha. No que concerne aos bancos, a Cidade beneficia somente de uma instituição comercial bancária - Banco Internacional de Moçambique (BIM) localizada na zona insular beneficiando toda população das duas zonas da Cidade - assim como de um banco BCI com caixas ATM.
 
 
Saúde / Social
 
A Ilha de Moçambique é composta por 5 centros de Saúde sendo: Ilha Insular, Lumbo, Sangane, Macicate e Ampapa.
 
 
 
Gastronomia da Ilha de Moçambique
 
A Ilha goza duma longa tradição de saber assimilar as influências exteriores e de permitir ricas e variadas trocas culturais que, ao longo dos séculos, foram marcando o tipo de vida das suas gentes. Antiga capital colonial, é um aglomerado de construções antigas que datam do século XVI ao século XIX. 
 
 
 
Mussiro
 
O Mussiro é um creme tradicional para a pele, feito a partir do caule de uma planta conhecida pelo mesmo nome. Alega-se que este creme é rejuvenescedor e que também combate as espinhas (borbulhas, acne). Por isso, as mulheres Macuas começaram a usá-lo na passagem da adolescência para a juventude e, também, a planta é usada para cura de diversas doenças.
 
As mulheres Macuas produzem a máscara conhecida por Mussiro ou N’siro que moem das partes do arbusto numa pedra e acrescentam água.
 
 
As jovens entre os 15 e os 18 anos, quando entram na chamada “segunda menstruação” (adolescência), são preparadas para a vida futura, como o casamento, pelas mulheres da família mais velhas, conhecidas como conselheiras (Anakamo). Neste período de ensinamentos, a jovem tem de manter o corpo pintado com m’siro durante o dia, lavando-se à noite para o remover, e só é autorizada a conviver com crianças entre os 7 e os 14 anos, sendo-lhe vedado o relacionamento com os adultos. O objetivo deste rigoroso cumprimento visa salvaguardar a virgindade da jovem até ao dia do casamento e simultaneamente manter o seu corpo limpo, aveludado e sem borbulhas.
 
Já na parte final deste período decorre também o ritual para a iniciação sexual, uma cerimônia designada por Ossinkiya, e que tem como propósito explicar os segredos de sedução, onde o m’siro surge como argumento erótico e perfumado: o ato do coito, usando para isso instrumentos fálicos e alguma teatralização, e como tratar e lidar com o marido.
 
Além disto é, também, usada nos rituais fúnebres. Interessante que algumas máscaras enviam mensagens especiais nas relações do casal, como um recado da mulher para o marido que está no período da menstruação, ou avisar a outros homens da sua disponibilidade sexual, entre outras mensagens somente conhecidas e decifradas dentro da comunidade. Beleza, sorriso e o uso do Mussiro fazem das mulheres Macuas um diferencial entre as etnias de Moçambique.
 
 
 
Traje Tradicional
 
Para as mulheres, os trajes tradicionais são a capulana e o kimão. As primeiras capulanas eram de seda indiana adquiridas em troca de marfim, pele e ouro. As capulanas que, no passado, constituíram a marca da elite muçulmana, adornam, nos dias de hoje, todas as classes de mulheres com os seus desenhos de tecidos de multi-color.
 
O kimão e a capulana originalmente produzidos apartir de tecidos caros de origem árabe-indiana constituíram importantes símbolos de estatuto social.
 
A capulana é o traje típico das mulheres moçambicanas. São feitas de algodão e as cores variam de província para província. No Norte são muito coloridas. Há ainda o Kimão, uma espécie de camisa que é usada apenas em ocasiões muito especiais. 
 
 
“Normalmente de cores vivas, com motivos africanos, formas antropomórficas, zoomórficas ou abstractas e padrões geométricos variáveis”, explica Suzette Honwana, empreendedora que montou um negócio de bonecas reproduzindo, fielmente, a forma de vestir da mulher moçambicana por província.
 
Mas a capulana não serve apenas como indumentária, ela é usada em todas as fases da vida: nos rituais de iniciação, para carregar os bébes - uma capulana especial chamada ntehe, para cobrir o defunto, para decorar a casa, para carregar doentes, para cobrir o corpo. É usada por ambos os sexos, sendo, porém, a mulher quem lhe dá mais destaque.
 
Já no Sul de Moçambique, na região de Delagoa, as mulheres com posses vestiam-se com pano azul-escuro sem qualquer padrão. O uso das cores indicava ainda a posição social, rituais e convicções culturais e religiosas. Só a partir de 1920 é que a capulana começa a ser vestida à escala nacional.
 
A tradicional capulana veste todas as classes sociais, mas quem a usa mais são as camadas pobres. Com preços acessíveis, o tecido é comprado pelas “mamás” (maneira respeitosa de os moçambicanos tratarem as mulheres mais velhas) e serve para vestí-las, para carregar suas crianças nas costas e sentar no chão.
 
Nas classes médias e altas, a capulana já não é muito usada da maneira tradicional como o moçambicano está acostumado: em forma de saia. Entre elas, a capulana ganha um ar mais descolado. As mulheres fazem calças e blusas do tecido, criam pulseirinhas e colares com o pano, usam bolsas feitas com as estampas das capulanas, e você pode ver até mesmo um “lencinho cult” amarrado no pescoço ou na cintura, que combinam com sandálias e rasteirinhas explorando a versatilidade do produto.
 
O tecido é utilizado também em ritos de passagem como o batismo e o funeral. Usa-se ainda para decorar a casa, o sofá e a mesa de jantar.
 
 
 
Joalharia de Prata e Ouro
 
Em meados do século XIX os colonizadores portugueses importavam artigos de joelharia das colónias de Índia e Macau, para satisfazerem o seu grande interesse por crucifixo, anéis, colares, pulseiras e pinjentes de ouro e prata. Os artesãos recrutavam os aprendizes, entre a população local, que tivessem as habilidades e feitos trazidos de geração em geração.
 
Uma grande variedade das peças são produzidas apartir de moedas de prata resgatadas de embarcações naufragadas na região.
 
 
 
Música e Dança
 
Nos últimos 1000 anos o norte de Moçambique tem sido o palco de intercaâmbio, quase contínuo, da cultura dos povos bantu, árabe, chinês, português e indiano. O resultado é uma grande diversidade regional de música e de dança tradicional.
 
Os colonizadores portugueses tentaram eliminar a cultura e as celebrações locais, mas a música e as danças tradicionais tornaram-se expressões típicas localmente. 
 
A independência encorajou o reavivar das formas de expressão artística tradicional e estas constituem, actualmente, rotinas em celebrações de nascimento, ritos de iniciação, casamentos e funerias. 

 

Tufo Dança
 
Esta dança é introduzida em Moçambique através do Sultanato de Angóche Hassane Issufe, que se radicou nessas ilhas depois da morte de um dos seus familiares. Segundo dados históricos, era uma dança  religiosa de louvor, onde se usava os tambores de nome “Ad-duff” (Árabe). Em português dá-se o nome “Adufo” (instrumento musical de precursão). Esta dança espalhou-se por todos os locais islâmicos. Através do povo da tribo Makwa, que também se envolveu no Islamismo, e devido à sua prenuncia, o nome de Ad-Duff e Adufo, foi abreviado para “TUFO”. 
 
 
Este novo nome foi-se introduzindo em vários locais islâmicos incluindo na ilha de Moçambique. Esta dança, devido à sua origem religiosa, era dançada apenas por mulheres rigorosamente seleccionadas, rigorosamente bem trajadas com trajes muito coloridos e enfeitadas com cordões, anéis e pulseiras de ouro. As mulheres cobriam o rosto com Mussiro e entoavam cânticos melodiosos de uma linha musical oriental em fusão com batimentos vindos dos tambores - de vários tamanhos e de forma hexagonal e circulares (batuque Duassi, Phusta, Kadjisa e Khapura) - onde os tocadores acompanham as melodias com ritmos cadenciados de linha africana e Árabe.
 
Esses tambores são feitos de madeira e cobertos de pele de animal, produzindo uma sonoridade agradável ao ouvido.
 
O conteúdo das letras retratava, na maioria dos casos, as suas vidas quotidianas e as belezas do seu habitat. O tufo teve maior expansão na Ilha de Moçambique devido ao facto de os Portugueses terem lá construído a sua grande fortaleza e também por terem gostado da dança que era dirigida e dançada em absoluto por lindas mulheres muçulmanas.
 
É uma dança de origem árabe, ligada à religião muçulmana, que pode ser praticada em cerimónias, festas e datas específicas do calendário islâmico. Ela tornou-se vulgar na região nortenha do país, mais precisamente, no litoral das províncias de Cabo Delgado, Nampula e Zambézia. É uma dança essencialmente feminina, na qual os homens apenas participam como instrumentistas. Há casos em que os grupos são compostos só por mulheres.
 
Entre as dançarinas do tufo é estabelecida uma hierarquia, com a designação de uma rainha. Um dos critérios adoptados para a sua escolha é a graciosidade e a beleza das linhas do rosto e do corpo, assim tomadas para simbolizar a feminidade da mulher makhuwa.
 
Na dança tufo, o rigor no traje e nos adornos são fundamentais. As mulheres e as raparigas usam um uniforme formado por capulana, blusa e lenço, quase sempre de cores garridas. As capulanas são amarradas à cintura, uma por cima da outra, cobrindo as pernas.
 
 
Dança N’Sope - complementariedade da dança Tufo
 
A dança N´Sope é uma dança originária da Província de Nampula e compõe parte das danças específicas da tribo Makwa, sendo executada só por mulheres e que, actualmente, é conhecida por dança da corda, devido ao uso da corda na sua execução.
 
É uma dança de lazer que, inicialmente, era praticada no período de lazer das raparigas, que demonstravam a sua agilidade e talento corporal de modo a que fossem apreciadas pelos pretendentes. Ao longo dos tempos esta dança foi introduzida na lista das danças principais com origem no Tufo.
 
Os instrumentos musicais utilizados pelos músicos (homens) eram: o tocador principal manuseava três tambores (um grande e dois médios chamados Chabomba e Mussapata), o segundo tocador tocava também três tambores médios (Massapata) e os restantes dois tocadores tocam um tambor grande de som grave (de nome Tchuntcho, tendo uma parte oca que serve de caixa de ressonância). 
 
Esta dança é executada da seguinte forma: as bailarinas organizam-se fora do centro de execução da dança. Chegadas ao palco colocam-se na zona central do palco formando um meio círculo. A chefe do grupo retira a corda e escolhe uma das bailarinas para pegar numa das pontas de forma a ficar esticada. Ao som das primeiras batidas dos tambores vão movimentando a corda em círculo de forma a bater sempre no solo (chão). Cada uma das bailarinas entra para o meio da corda e demonstra de forma ágil todas as suas habilidades. Há medida que os tambores vão animando o espectáculo todas as bailarinas vão praticando a dança N´Sope demonstrando aos presentes as suas mestrias.   
 
 
Dança Maulide
 
É uma demonstração da  fé apresentada só por homens que dançam e cantam. Com uma espécie de alfinete, navalhas, pregos grandes de aço ou ferro, espetos de ferro ou outros instrumentos afiados que se dá o nome de  "tupachi", penetram no corpo, perfurando a carne. Para admiração do público esses dançarinos não sangram, nem os corpos ficam com marcas das perfurações.
 
De acordo com informação recolhida, para se preparar o corpo do dançarino para este ritual, eles ficam no mínimo 15 dias sem actividade sexual e sem comer polvo, nem peixe.  Esta dança era antigamente muito praticada nos casamentos islâmicos e ainda pode ser encontrada na Ilha de Moçambique, Angóche e Pemba.
 

 

Jogos Tradicionais
 
Os jogos tradicionais são muito antigos,  praticados desde há séculos e são transmitidos oralmente de geração para geração. Os jogos tradicionais são, igualmente, fonte de inspiração para centenas de crianças, jovens e idosos.
 
Através da sua prática, os actores, não só desenvolvem e mantêm a sua saúde física, mas também desenvolvem as suas capacidades mentais. Este tipo de jogos varia de região para região e possui um significado de natureza mágico-religiosa. 
 
É normalmente praticado em épocas bem determinadas do ano ou em intervalos do trabalho agrícola, contribuindo de modo saudável para a ocupação das horas livres. A globalização actual que atravessa toda a Europa, América, Ásia, África e o mundo em geral, conduz a uma cultura de desvalorização dos jogos tradicionais.
 
 
 
Escondida (Xipixipi)
 
No jogo básico inicialmente o grupo elege um dos participantes para ser o ‘perseguidor’. Ele deve fechar os olhos e contar até 100 enquanto os outros jogadores se escondem dentro de uma área já pré-determinada. Quando termina de contar, o ‘perseguidor’ vai atrás dos jogadores escondidos. Quem for visto e tocado por ele está fora do jogo.
 
Outras duas variações comuns da brincadeira são o Pique-Esconde e o Polícia e o ladrão. No primeiro, em vez de tocar o jogador quando o vir, o ‘perseguidor’ gritará o nome dele. Os dois então correm para o ‘pique’ - um poste ou uma árvore - se o perseguido chegar primeiro estará salvo, mas se o perseguidor chegar primeiro ele será apanhado. Os jogadores escondidos também podem tentar correr até o pique e se salvar enquanto o perseguidor não estiver olhando.
 
No Polícia e Ladrão o grupo é dividido em duas equipas de números iguais e o pique passa a ser a cadeia. Os policiais contam até 100 enquanto os ladrões se escondem. Quem for apanhado vai para a cadeia, mas pode ser libertado por algum outro membro de sua equipa se o mesmo não tiver sido apanhado antes. Use a sua criatividade para inventar novas regras para este jogo.
 
 
 
Brincadeiras com as Mãos - sambe-sambe sambesambe
 
Um dos participantes fica com as duas mãos estendidas com a palma virada para cima, o outro fica com as palmas das mãos viradas para baixo na mesma direção, a uma distância de uns 10 centímetros acima das mãos do adversário. 
 
 
Quem está com as mãos por baixo precisa atingir as mãos do outro jogador por cima, com um leve toque. Este, por sua vez, precisa tirar as mãos o mais rápido possível, para não ser atingido. Se for apanhado, a dupla troca a posição das mãos e a brincadeira recomeça.
 
 
 
Corda - N’Sope
 
No jogo básico dois participantes seguram cada um uma ponta da corda, batendo-a em círculo e de forma ritmada enquanto o terceiro integrante pula, assim que ela tocar o chão. Para deixar o jogo mais divertido tanto o ritmo das batidas quanto os pulos podem variar.
 
Quanto maior o número de jogadores e mais rápido o ritmo, mais difícil se torna. Para os mais experientes é possível usar duas cordas sendo que a que ficar na mão esquerda bate-se no sentido horário e a da mão direita no sentido anti-horário.
 
Para crianças menores, a corda pode ser usada em jogos mais simples, como ‘Cobrinha’ (os batedores encostam a corda no chão e a movimentam rapidamente da direita para a esquerda, enquanto o pulador atravessa de um lado para o outro sem tocar a corda) ou ‘Reloginho’ (um batedor fica no centro, girando a corda, que ficará um pouco estendida no chão enquanto os puladores, que ficam em volta do batedor em círculo, saltam assim que a corda se aproxima para não serem atingidos).
 
 
 
Cabra-cega
 
De olhos vendados, um dos participantes será a cabra-cega que tentará pegar os outros jogadores. O primeiro a ser apanhado passa ao posto de cabra-cega.
 
Noutra versão do jogo, a cabra-cega, além de alcançar os jogadores, deverá adivinhar pela audição quem foi pego. É importante definir bem os limites da brincadeira e retirar do espaço qualquer objeto que possa oferecer riscos às crianças.
 
 
 
O Npale 
 
O Npale é a modalidade mais praticada em Nampula. Quando se trata de uma competição provincial, todos os núcleos são convidados a participar e, por sua vez, seleccionam os seus melhores atletas para a prova. Nos jogos é usado um tabuleiro de madeira, covas feitas sobre a terra ou no cimento, com quatro filas de 4, 8, 16 ou 32 cada uma, e as pedras, os berlindes e até mesmo os caroços são usados como instrumentos de jogo.
 
 
O campo é um espaço livre, sobretudo por baixo de uma árvore, preferência dos praticantes sobretudo devido às condições climatéricas. Os adversários defrontam-se de cócoras ou sentados. Na disposição inicial, cada cova contempla duas pedras.
 
O sistema de confronto pode ser individual mas, quando é em equipa, aceitam-se no máximo dois participantes. Cada um controla duas filas de covas - as mais próximas a si - onde o objectivo final é eliminar todas as pedras do adversário. Como ponto de partida, o praticante escolhe uma cova para retirar as pedras e deixá-las nas covas subsequentes, uma a uma, no sentido anti-horário e a formar grupos de três até sobrar uma.
 
Quando a última pedra encontra uma cova também com pedras, o praticante tem de dar continuidade ao processo até achar um local vazio. Se esse vazio for encontrado na fila frontal à do adversário, cujo buraco tem pedras, essas são automaticamente eliminadas; porém, se o buraco do adversário estiver vazio, o jogo é entregue ao oponente para, com o seu talento e malabarismo, tentar eliminar as pedras do primeiro.
 
Dá-se o caso, porém, de que um praticante fica com uma pedra no seu tabuleiro. Assim sendo, terá de a girar até ser eliminado ou encontrar, a partir das suas covas, as pedras do adversário para eliminá-las. O vencedor, conforme se referiu acima, é aquele que eliminar na totalidade as pedras do adversário.
 
No que à sua história diz respeito, o Npale é um jogo tradicional que submete o atleta a um esforço mental, em que a aritmética é fundamental. Segundo narrações de alguns praticantes, os mais adultos de Nampula, esta modalidade pertença dos jogos tradicionais, era usada como esboço de estratégias para a defesa bem como para o ataque durante as guerras tribais, em que as pedras eram tratadas como guerrilheiros durante a batalha.
 
Por outro lado, segundo outras fontes, era usado como um jogo para a escolha do chefe tribal, condecoração que era cedida ao vencedor. Na zona sul do país, esta modalidade tomou o nome de Ntxuva.
 
 
 
Neca
 
O jogo consiste em pular sobre um desenho riscado com giz no chão, que também pode ter inúmeras variações. Numa delas, o desenho apresenta quadrados ou retângulos numerados de 1 a 10 e no topo o céu, em formato oval.
 
 
Tira-se à sorte quem vai começar. Cada jogador, então, joga uma pedrinha, inicialmente na casa de número 1, devendo acertá-la em seus limites. Em seguida pula, num pé, nas casas isoladas e com os dois pés nas casas duplas, evitando a que contém a pedrinha.
 
 
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